Fabricação de LED no Brasil gera investimento e deve aumentar consumo...
Diretor técnico da Abilux analisa crescimento no consumo do LED nos próximos anos. Investimentos no País geram menor custo do produto
Por Thais Fascina
Nos próximos anos o uso das lâmpadas LED irá crescer no Brasil, tomando o lugar de outras – como a halógena e a fluorescente. Essas são as perspectivas analisadas por Isac Roizenblatt, diretor técnico da Associação Brasileira da Indústria e Iluminação (Abilux).
Segundo ele, já há indústrias que fabricam LED no país, como a Guarilux e a O2LED. Porém, esse número deve aumentar, pois o Brasil aparece como alvo de outras empresas para a construção de indústrias que fabriquem as lâmpadas LEDs nos próximos anos.
Assim são explicadas as boas expectativas no mercado. “Os LEDs têm tido um aumento de eficiência e redução de preços constantes, uma melhora considerável na sua qualidade de reprodução das cores naturais e disponibilização de variados tipos para inúmeras aplicações”, diz Roizenblatt.
Um dos problemas para que o LED tenha se consolidado no mercado brasileiro é exatamente o alto custo do produto para o cliente final, que pode chegar em média a R$ 80. É por isso que a fabricação no território nacional é tão importante para alavancar as vendas com a redução do preço.
As vantagens do LED são inúmeras e já conhecidas. A tecnologia torna as lâmpadas mais eficientes, com consumo de energia até 80% menor que as demais e com durabilidade de 20 mil a 50 mil horas, enquanto as tradicionais têm vida útil de aproximadamente mil horas.
Com todo esse investimento e a qualidade do produto, a indústria de iluminação acredita que o LED tomará o espaço de grande parte das lâmpadas existentes, por ser considerada a mais avançada tecnologia.
São Paulo, 21/03/2012 - 11:11
MIT criará lâmpada LED 230% mais eficiente
Pesquisadores esperam criar um sistema capaz de gerar mais energia que consome
Clipping/Info Exame
Sxc.hu
Pesquisadores do MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachussetts, querem criar um modelo de lâmpada mais eficiente que o LED tradicional. Para isso, é preciso de um sistema capaz de gerar mais energia do que consome.
Lâmpadas sempre exigiram mais eletricidade do que o necessário para produzir a luz. Isso acontece porque o processo de conversão de eletricidade para a luz é considerado ineficiente.
A equipe de cientistas analisou todo o processo energético necessário até que a lâmpada se ilumine. Então, concluíram que ao reduzir a tensão aplicada no bulbo de energia é possível fazer com que a saída de luz diminua de forma linear. Logo, a eficiência de uma lâmpada de LED aumenta à medida que diminui a potência de saída.
O resultado não afeta a quantidade de luminosidade fornecida. O problema é que este processo só é aplicável quando são utilizadas quantidades minúsculas de eletricidade para ligar lâmpadas opacas.
Durante a experiência, a equipe conseguiu gerar 69 picowatts de luz, a partir de 30 picowatts de energia. Picowatt é considerada uma unidade de medida de energia baixa, equivalente a 0,01 nanowatt de energia.
Os cientistas aproveitaram o calor das vibrações em rede para compensar as perdas de energia elétrica. Além disso, o dispositivo reage ao calor ambiente a fim de aumentar a potência da lâmpada. O processo resfria o bulbo e poderia ser aplicado na produção de lâmpadas frias bem como em LEDs tradicionais, o que as tornaria 230% mais eficientes.